sexta-feira, 27 de abril de 2007

Amo, amas, amat, amamus!

Caros Leitores e Belíssimas leitoras (depois de tanto tempo, deve-se elogiar minhas Amadas leitoras!) Fiquei um bom tempo distante... Faculdade e outras coisas. Na faculdade tive provas e leituras a fazer e as outras coisas, bem, vamos à elas:
A duas semanas atrás, logo após a Páscoa, o meu celular tocou. Atendi. Perguntaram se era o celular de um tal Nando. Eu, com o meu jeito educado de ser, percebi que se tratava de uma pessoa a 2 metros de mim, em plena Oliveira Lima às 17:02. Ela era ruiva, olhos castanhos. Insistia em falar com tal Nando. O meu lado Woody Woodpecker de ser não hesitou de aprontar uma. aproximei-me da moça e encerrei a ligação. Ela começou a me xingar, sem saber que era eu, por ter desligado na cara dela (eu sou um magnus puer, não). Toquei no ombro dela e perguntei se tinha cara de Nando. Ela olhou e as faces dela ficaram quase da cor dos cabelos (rosto angelical), não parava de me pedir desculpas, eu falei que não era nada. Ela continuava envergonhada. Eu tinha a nobre missão de achar uma edição que prestasse de Macunaíma nos sebos de Santo André. Ela falou que precisava ir ao shopinho, que ficar perto de dois sebos. (não vou mencionar que eu estava muito apertado e nesse bendito shopping popular tem banheiro) Acompanhei-a. Ela falou que fazia faculdade e estava enrolando para ir... Perguntou se eu fazia. Respondi na minha mais amável forma de ser, apontei a bolsa que utilizava, que tinha bem grande USP. Ela olhou com aquela cara de fuzilamento. Falou que só faltava fazer Letras. Mas que coincidência... (disse mais Machado que Glauber).
"- Detesto você!" - ela disse.
"- Eu gosto de você" - respondi e sai andando, deixando ela para trás balançando a cabeça e dando uma risada.
E jacaré achou Macunaíma?
Continuava em minha heróica e mesopotâmica (como diria José Simão) busca pela obra-prima de Mário de Andrade, porém já era outro dia. Andava viajando na maionese, ou seja, não prestando atenção por onde andava quando esbarrei numa bonita moça, ela virou e quando ia começar a esbravejar, percebeu que era eu e eu que era a ruiva problemática...
"Você me persegue, viu..." - disse a ruiva
- Boa tarde para você também - disse trocista (Machado ataca novamente) - E eu não te persigo não! É você que não consegue viver longe de mim!
-"Convencido... Só porque faz USP" - debochou a ruiva.
E assim começamos a conversar. E conversamos durante uma semana. Duas. Ela, claro, me achou louco por fazer Latim... (Eu já avisei que sou meio doido mesmo). Também falei que ia ter provas essa semana. Porém o mais significativo ocorreu ontem... Juliana eis o nome da ruiva destrambelhada, mais alta que eu, mais magra e de excelsa beleza. Estávamos nos despedindo quando ela fez uma piada infame. Eu falei: Detesto você (acho que eu estou assistindo muito ao Pica-Pau). "Então dessa vez farei a cena completa! - disse Juliana com um sorriso trocista - Eu gosto de você!" E nossos lábios se tocaram!

2 comentários:

Felipe disse...

Apaixonado, Glauber.... hahahaha

Fpnt disse...

Glauberi amat Julianae