domingo, 26 de novembro de 2006

Sexti sauni est

Caros amigos... Primeiro, a respeito da frase em latim... Lamentorum, non sei! Sexta feira foi um dia muito agitado. Principalmente à noite naquela sauna maravilhosa... Cheguei em casa à 1:20 da manhã... Tudo por causorum daquela sauna!
Depois da aula do M. ainda fui com F., Fb, V. e até B. para a feira de livroruns que ocorria. F queria comprar o resto do resto. Assum, eu estava muito cansado. Quase cochilei no fretado. Não via à hora de chegar em casa. Porém (como tudo na vida tem um porém), o fretado estava atrasado (ou o meu ônibus adiantado) e novamente teria de esperar muito. Nem notei que a mariposa passava quando desci. Estava como morto-vivo. Estava viajante em busca do sonhado prêmio...
- Pensando na eternidade? – disse uma conhecida voz feminina.
Era Patrícia. Estava diferente. Os cabelos, antes negros, estavam loiros. Hoje não estava com a roupa de cooper, mas trajava um vestido leve e esvoaçante. Percebi isso ao olhar para trás, pois ela apoiava suas mãos em meus ombros.
- Não, na minha humilde cama mesmo. Estou morrendo de sono. Boa noite, Patrícia! – respondi.
Ela sentou-se ao meu lado. Parecia que me entorpecia. Estranho... Estava com a minha mochila a tiracolo, como sempre. Peguei as minhas chaves... Era tudo o que me restava.
- Com fome? – perguntei.
- Um pouco. – respondeu Patrícia.
- Eu já descobri tudo. Eu sei o que você é!
- A única coisa que você deve descobrir é que eu quero você.
- Que pena, isso lhe será negado. – disse sarcástico. Você tem mãos frias...
- Não diz o ditado de que quem tem mãos frias, o coração é quente?
- E quem tem mãos quentes, o coração é gelado... Ouvia isso todo dia no inverno...
- Renda-se. – disse Patrícia com a voz doce e inebriante – Seja meu...
- Pertenço somente a uma pessoa! – e segurei o chaveiro com mais força.
- Venha comigo para a eternidade... – disse Patrícia.
O semblante de Patrícia transfigurou-se. Os seus caninos cresceram. Seus olhos tornaram-se da cor do sangue.
- Eu já sabia que você era uma vampira. – disse.
- Não está com medo? Eu posso te matar!
Mostrei-lhe o meu chaveiro. Ela até riu, perguntou se eu a espantaria com chaves. Porém, do meio das chaves, retirei um crucifixo e empunhei-o. Imediatamente, o semblante voltou ao normal.
- Você estava me observando há dias, mariposa graciosa. – disse.
- E mesmo assim, você não me atacou? – perguntou a vampira.
- Você não me fez mal nenhum... Aliás, até me ajudou a passar o tempo à espera do ônibus.
- Você é doido! Sabia que corria risco de morte e mesmo assim, preferiu enfrentá-lo?
- Claro... Não quero fazer mal a ninguém... E agora, eu tenho certeza que já ouviu a reposta que queria... Tenho de ir... Se quiser, conversamos mais amanhã. E ficou boa a cor do seu cabelo.
Patrícia chacoalhou a cabeça e riu. Não podia acreditar na minha atitude. Eu já estava dentro do ônibus rumo à minha cama.

Bem... Acho que deu para notar que é um conto, né? Eu sei que eu sou o personagem principal e tem toda a linguagem deste meu blogerum... Mas a intenção era de: fazer quem não lê os outros contos ler este e depois opinar! Cara passarinha cantora de Petrópolis: eu apaixonado? O nome do conto é Depois da Meia Noite! Gostaram? Mas o final, só amanhã...

E a sauna era a bendita sala do M&M! aquilo tava um calor infernal... E continuando o meu finalis semanarum, eu corri bastante mesmo. participei da Renovação das Promessas do Batismo das crianças da Comunidade que participo e hoje da missa das 8:30 e da Missa da 1ª Comunhão às 15h. O pe. que celebrou saiu com a camisa encharcada... Está muito quente essas tardes.

E para quem gosta, mais um capitulorum do Eu quero ser.
Capítulo 11 – Enigma

Estava em mais uma aula de Matemática com o professor Claudemir. Ele estava explicando sobre a Geometria Analítica. Um monte de matrizes e determinantes estava expresso na lousa. O professor Claudiomar virou e disse:
- Abiude! Você que está tão compenetrada na aula, poderia me explicar com essa sua genialidade nata o que é um determinante?
- Querido professor Claudionor, o caso é que agora eu quero evitar a fadiga. – retrucou Abiude.
- Nossa! Quer dizer que você está até com preguiça de inventar uma resposta decente e copia de seriado antigo? – rebate Claudemar.
- Sabe o que é professor Claudiomar, se eu responder muito difícil, corre o risco de o senhor não entender. – provoca Abiude.
- Como você hoje está engraçadinha! Soube que aquela dupla Atchim e Saúde se separaram, e o Saúde está procurando um novo par, que tal você se candidatar? Ficaria Abiude e Saúde! – termina Claudionor.
Presenciava mais uma vez a verdadeira guerra que havia entre o professor Claudionor e a Abiude. Essa Abiude não toma jeito, gosta de azucrinar todos. Mas na aula do Claudionor ela vai para casa levando umas boas respostas.
Agora que o clima esfriou, estava terminando a lição de Matemática, quando o meu pulso esquerdo começou a tremer. Isso não era bom sinal. Da última vez que isso ocorreu, veio uma tal de Mulher Grito que azucrinou os ouvidos da escola inteira, mas graças a nossa Desafinada, ou seja, a Thaís que descobriu seu poder em sua voz, neutralizou o berreiro.
- O que é isso, Glauber. Tão novo e com o mal de Parkinson? – disse Abiude.
- Vá cuidar da sua vida Abiude. – retruquei muito gentilmente.
A mensagem de Fêfo desta vez alertava para uma invasão de um Homo sapiens gigante. Deveria ser coisa da Madame N. Mas quem seria interessante para derrotar tal inimigo?
Nisso, a porta da sala foi arrombada. Uma criatura com quase três metros, feio, cheia de pêlos e mal cheirosa invadiu a sala. Quase todos os alunos saíram correndo pela porta. Fiquei eu a as Meninas Mais que Furiosas. Elas distraíram o monstro para que eu saísse. Logo o Homo sapiens desceu até o pátio. Lá já estavam a Desafinada, a Miss Universo e a Velha.
- Cadê a Super Sem Noção? – perguntei.
- Está retocando o esmalte da unha do menor dedo do pé esquerdo. – respondeu a Velha.
Nisso, numa explosão verde abacate, surge um jacu vestido de verde abacate, com uma grande interrogação verde limão em suas costas. Todos estranham ver pessoa tão estranha. Do outro lado do pátio, surge uma menina com um elmo vicking em sua cabeça e trajando roupas vickings, além de estar segurando um martelo enorme.
- Quem é esse jacu? – disse a Guerreira Vicking. – Uma imitação do Paraguai de vilão?
- Eu sou Enigma, e pelo menos não tenho um par de chifres em minha cabeça. – respondeu Enigma.
- Como você ousa! Martelo quebra perna de Thor, guie essa disputa! – gritou a Guerreira Vicking.
Nisso o Martelo de Thor começou a flutuar. E tanto Enigma quanto a Guerreira Vicking começaram a tecer seus “elogios”. Enigma falava que a Guerreira comprara aquela roupa num brechó de quinta categoria. Por sua vez a Guerreira respondeu que ele deveria se olhar no espelho para falar de mau gosto. Enigma reagiu dizendo que quem tem chifre na cabeça é uma pessoa que foi traída. A Guerreira retruca falando que só um traído reconhece outro. E cada vez que um retrucava o martelo mudava de direção. Quando era a Guerreira que respondia bem, o martelo ia à direção do Enigma, mas se enigma contra atacava, o martelo voltava a toda velocidade para a Guerreira. E não saia desse “pingue pongue”.
Thabita que estava ao longe estava ficando muito irritada com tamanha discussão. Também os super-heróis estavam perdendo e feio. Estava de pé somente a Velha e eu.
- Chega! – gritou Thabita.
Ela começou a crescer. Ficou maior até que o Homo sapiens. Ela pegou o bendito rival e o arremessou para fora da estratosfera. E logo começou a diminuir e voltou ao seu tamanho normal de poste de luz.
A Guerreira Vicking e o Enigma continuavam a discutir. Todos olhavam admirados para aqueles dois brigando. Nisso apareceu a Super Sem Noção.
- Eu não dei essa liberdade de vocês derrotarem o inimigo sem a minha presença! – esganiçou a Super Sem Noção.
E assim todos voltaram para a sala. E continuou mais um calmo dia naquele 3ºA.

Capítulo 12 – Bugigangas

- Eu aposto que era Abiude a Guerreira Vicking e o Claudemar o Enigma. – especulava Marta.
- Não, era o Diego do 3ºB o Enigma e a Guerreira Vicking era a Cíntia do 3ºC. – disse Elisama.
- Você não viu a relação de ódio entre aqueles dois? Parecia a Abiude e o Claudionor em uma segunda rodada. – argumentou Juliana que se intrometeu na conversa.
- Pode ser... – disse Sue Ellen - mas eu acho que a melhor é a Super Sem Noção, ela é bonita e deu uma surra naquele Homo sapiens gigante.
- Que Super Sem Noção! Ela ficou retocando a unha em vez de lutar. Quem deu fim naquele treco feio gigante foi a Gigante. – disse Thabita.
- É verdade, nem o cara do relógio mágico imaginaria tal coisa! – falou Marta.
Continuava ouvindo a conversa e imaginando o que fez o Claudemar transformar-se em Enigma. Ele não estava na explosão. E como será que ele adquiriu tais poderes. Porém meus pensamentos foram interrompidos pela fala da professora Margarida. Estávamos numa aula de CMCM onde estudávamos como ensinar o corpo humano para crianças.
- O melhor meio, turma, é fazer aqueles bonecos de papel. Para aprender a fazê-los, o melhor meio é fazê-los. Então, pessoal, mãos à obra. – disse a professora Margarida.
Começou um tal de recorta pra lá e cola pra cá. E voava papel que era uma beleza. A frase mais comum era “Pati, empresta a tesoura?”. Toda hora era a mesma coisa. Eu estava fazendo o meu lindo boneco de papel quando olhei para o meu relógio e vi que o radar de ondas mágicas estava alertando para o risco de magia negra no local. Dito e feito. Os bonecos de papel começaram a se juntar e formaram um boneco gigante de papel. Por azar, faltou justamente a Menina Mais que Furiosa que controla o fogo.
Também não podia tomar nenhuma ação até que o boneco saiu pela porta e todos saíram correndo para variar. Vi então uma coisa estranha acontecer: Patrícia estava se contorcendo e de sua cabeça saiu um braço que tinha na ponta uma tesoura. Logo surgiram vários outros braços com grampeadores, colas, furadores e outras bugigangas.
- Você é um robô? – indaguei.
- Não, eu sou humana! Não estou entendendo... – disse Patrícia.
- Então é só a manifestação de seus poderes, Mulher Bugiganga. – conclui.
Do nada, o uniforme de Patrícia tornou-se um sobretudo negro e um chapéu apareceu em sua cabeça. Nós dois saímos correndo atrás do boneco. Ele estava atacando um quarto ano qualquer, quando chegamos. Ele correu mais um pouco e nós conseguimos encurralá-lo.
- Vão tesouras! – gritou a Mulher Bugiganga.
Um monte de mãos saiu e com as tesouras acabaram com o boneco, desmanchando-o e devolvendo as partes que compunham o vilão para os seus respectivos donos.

Mais amanhã...

3 comentários:

Babi disse...

Gostei. A caracterização da Patrícia ficou muito boa. A primeira vez que ela apareceu eu pensei que ela tinha jeito de vampira...

D ... disse...

é mesmo, Babi. branquela, sentia-se segura à noite, boca fina...tudo isso.

pois é, a Patrícia representa bem a personagem de ficção, uma "tensão entre a experiência de leitura e a experiência de realidade" como diria o Zular.

Esse blog tá muito interessante...

Anônimo disse...

Peraí, deixa eu ver se entendi:
Eu sou a Jacu verde abacate, ou algo do gênero. A thabita é a Tabata... Mas o Vicking e o Enigma, sei lá... ateh pq não era o ou a Jacú q tinha um ponto de interrogação nas costas????
Mas no outro conti eu não era a endemoniada ou outra coisa afim??
Vixxiiiiiiiiiiiiii